ESTATUTO DA ADVOCACIA E A ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL (OAB)
Lei Nº 8.906, de 4 de Julho de 1994.
Artigo 56
O Conselho Seccional compõe-se de conselheiros em número proporcional ao de seus inscritos, segundo critérios estabelecidos no regulamento geral.
§ 1º São membros honorários vitalícios os seus ex-presidentes, somente com direito a voz em suas sessões.

§ 2º O Presidente do Instituto dos Advogados local é membro honorário, somente com direito a voz nas sessões do Conselho.

§ 3º Quando presentes às sessões do Conselho Seccional, o Presidente do Conselho Federal, os Conselheiros Federais integrantes da respectiva delegação, o Presidente da Caixa de Assistência dos Advogados e os Presidentes das Subseções, têm direito a voz.


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ARTIGOS
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Resumo Jurídico

A Prerrogativa da Inviolabilidade e a Tutela da Comunicação na Advocacia

O artigo em questão trata de uma das mais importantes prerrogativas do advogado: a inviolabilidade de seus atos e comunicações profissionais. Essa garantia visa assegurar que o profissional possa exercer sua função com a máxima liberdade e confidencialidade, protegendo o direito do cidadão à defesa técnica.

O Que Significa Inviolabilidade?

A inviolabilidade, em termos jurídicos, significa que os atos e comunicações do advogado, no exercício da sua profissão, são protegidos contra interferências indevidas e investigações arbitrárias. Isso abrange tanto a comunicação verbal quanto a escrita, incluindo e-mails, mensagens, documentos e quaisquer outras formas de troca de informações relacionadas à atividade profissional.

Por Que Essa Prerrogativa é Importante?

Essa garantia é fundamental por diversas razões:

  • Confiança e Sigilo Profissional: A relação entre advogado e cliente é baseada na confiança. O cliente precisa ter a certeza de que poderá compartilhar informações sensíveis sem medo de que elas sejam expostas ou utilizadas contra ele. A inviolabilidade garante esse sigilo, permitindo que o advogado obtenha todos os elementos necessários para uma defesa adequada.
  • Direito de Defesa: O pleno exercício do direito de defesa, um dos pilares do Estado Democrático de Direito, depende da capacidade do advogado de dialogar livremente com seu cliente. Se o advogado temer que suas conversas sejam monitoradas ou divulgadas, ele terá dificuldade em aconselhar e representar adequadamente o seu constituinte.
  • Independência do Advogado: A inviolabilidade protege o advogado de pressões externas que possam tentar influenciar seu trabalho. Ela assegura a independência do profissional para atuar em defesa dos interesses de seu cliente, mesmo em casos complexos ou impopulares.

O Que Estão Abrangidos pela Inviolabilidade?

A inviolabilidade protege, em essência:

  • Comunicações com o cliente: Todas as conversas, trocas de mensagens, e-mails e outros contatos entre o advogado e seu cliente sobre o caso em questão.
  • Atos de defesa: Documentos elaborados, petições, pareceres, notas de sustentação oral e qualquer outra manifestação escrita ou oral produzida pelo advogado em defesa de seu cliente.

Limites e Exceções

É importante notar que a inviolabilidade não é absoluta. Ela não protege o advogado de responsabilidade por atos ilícitos praticados fora do exercício profissional ou em violação a normas éticas. Por exemplo, se um advogado for pego em flagrante cometendo um crime, a inviolabilidade não o protegerá.

Além disso, em casos específicos e com devida autorização judicial, como em investigações de crimes graves em que o próprio advogado possa estar envolvido, pode haver a possibilidade de quebra de sigilo, mas sempre com garantias de proteção à comunicação estritamente profissional.

Em suma, a inviolabilidade é um escudo protetor essencial para a advocacia, assegurando a liberdade de atuação do profissional e, consequentemente, fortalecendo o direito de defesa de todos os cidadãos.